• julho 18, 2024

Concepções de aprendizagem: Skinner, Piaget, Vigotsky, Wallon e Roger

Concepções de Aprendizagem em Educação

Concepções de Aprendizagem em Educação. Foto: Canva Pro

As concepções de aprendizagem são, de uma forma geral, teorias ou visões gerais sobre como as pessoas aprendem. Elas podem ser divididas em duas categorias principais: as concepções behavioristas e as concepções construtivistas.

De um lado, as concepções behavioristas enfatizam que a aprendizagem é resultado de estímulos e respostas. De outro, as concepções construtivistas enfatizam que a aprendizagem é um processo ativo no qual os indivíduos constroem seu próprio conhecimento a partir de suas experiências.

Concepções de aprendizagem: Skinner e a teoria comportamentalista

Essa teoria, também chamada de teoria do condicionamento, foi proposta por Burrhs Frederic Skinner. Seu objetivo inicial foi trabalhar as consequências do comportamento como definidoras do aprendizado da pessoa humana. Enfatiza, com isso, a influência do ambiente em que ao indivíduo está inserido, no processo de aprendizagem.

Segundo o teórico, a aprendizagem está na capacidade de estimular ou reprimir um comportamento desejável ou não. Skinner aborda o condicionamento operante, que não é hereditário e acontece através de:

  • reforços positivos (elogios e recompensas) ou
  • negativos (retirada de algo ou deixar de dar reforço) e de
  • punições positivas (acréscimo de estímulos) ou negativas (retirada de estímulos).

Nessa linha de pensamento, o desenvolvimento e aprendizagem são resultantes do comportamento modificado pelas respostas das experiências, reforçadas por estímulos negativos ou positivos presentes no ambiente.

 Teoria construtivista de Jean Piaget

A teoria desenvolvida por Piaget trabalha a construção do conhecimento pela própria criança ou aluno. Piaget não acreditava que a inteligência fosse algo inato, resultado exclusivo do meio em que se insere a criança.

O conhecimento acontece com a interação do sujeito com o meio que o cerca. O aprendizado é construído aos poucos e o conhecimento ou conceito aprendido é resultado da reconstrução de conhecimento pré – existente.

Para Piaget há três tipos de conhecimento do ser humano: conhecimento físico, conhecimento lógico – matemático, conhecimento social. O desenvolvimento cognitivo é um processo contínuo com desequilíbrios e equilíbrios de acordo com suas necessidades.

O sujeito pode assimilar conhecimento ou acomodar – se a novos conhecimentos. Ao assimilar, o sujeito desenvolve ações, atribuindo a elas significados a partir de experiências anteriores. Ao acomodar –se a novos conhecimentos, o sujeito modifica esquemas mentais para construir esse novo conhecimento.

Piaget desenvolveu a ideia dos estágios de desenvolvimento, que são quatro: sensório – motor (0 a 2 anos), pré – operacional (2 a 7 anos), operacional – concreto (7 a 11 ou 12 anos) e formal (12 anos em diante).

Abordagem histórico-cultural de Lev Vygotsky

Vygotsky enfoca a importância das interações sociais para o desenvolvimento do indivíduo. O ser humano é caracterizado pelo meio em nasce. Nessa abordagem, Vygotsky diz que há uma interação contínua entre as condições sociais e biológicas do comportamento humano. A história da sociedade e desenvolvimento humano, caminham juntos.

A aprendizagem e desenvolvimento estão interligados na visão de Vygostky. O ensino é um guia no processo de desenvolvimento intelectual de uma criança. A atividade intelectual não é feita de forma mecânica e nem com repetições impostas por outras pessoas, mas sim através da interação com o outro.

Concepções de aprendizagem de Henry Wallon

Henry Wallon trabalha em sua abordagem, o desenvolvimento infantil ligado a vários aspectos como o afetivo, cognitivo e motor, que estão integrados entre si, ou seja, um vai depender do outro.

O destaque na teoria de Wallon fica para o papel da emoção no desenvolvimento sócio – afetivo da criança. A emoção é um meio de sobrevivência para ela e também é fonte de conflitos nas relações com pessoas e objetos.

Wallon elaborou os estágios de desenvolvimento caracterizados como: impulsivo emocional (1 ano de vida), sensório – motor projetivo (1 a 3 anos), Estágio personalista (3 a 6 anos), estágio categorial (6 anos em diante).

De acordo com Wallon, as realizações de um período, contribui para as conquistas do período seguinte. Na educação Wallon destaca a relação de emoção e aprender que são interligadas, por isso, há necessidade de atenção às emoções dos alunos que podem revelar o motivo da dificuldade de aprendizagem.

Wallon aponta a vinculação entre movimentos e inteligência. O ato mental se reflete em atos motores. Não se movimentar se torna obstáculos para a aprendizagem e ler um texto que não se compreende, gera reações faciais que demostram sua dificuldade.

Carl Rogers e a aprendizagem centrada na pessoa

Carl Rogers trabalha uma abordagem em a pessoa tem capacidade de crescimento constante de suas potencialidades. A relação interpessoal é importante para a construção do eu, da confiança em si e no outro. Ela gera autonomia para que a pessoa faça as mudanças em sua vida.

Para o desenvolvimento e aprendizagem, Rogers analisa a relação professor – aluno e diz que esta relação deve ser de confiança mútua. O professor é um facilitador da aprendizagem do aluno e para que ocorra esse processo, ele cita alguns fatores importantes: aceitação, autenticidade, confiança e compreensão empática.

A autenticidade evidencia a honestidade e capacidade de expressar o que sente e não o que é pré estabelecido como verdade pela sociedade. A confiança é vista por Rogers como a capacidade própria de crescimento e liberdade, é desenvolvimento da autoconfiança.

A liberdade e confiança são adquiridos pelas crianças, segundo Rogers, nas relações interpessoais, especialmente no ambiente escolar e familiar, onde se estruturam, desenvolvendo a liberdade responsável e tornando – as responsáveis pela própria aprendizagem.

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